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Por Luana Ozawa Rodrigues
Decepção é uma palavra que descreve tamanha
indignação que senti quando médicos dispostos a sair de seu país para ajudar
pessoas desconhecidas foram recepcionados com vaias, comentários maldosos,
nenhum apoio tanto de profissionais da própria saúde quanto da própria
população.
São municípios, bairros, vilas que sofrem com a má
distribuição dos médicos, pois nenhum é o número de médicos que trabalham em
regiões afastadas do Brasil.
Casos
como troca de medicamentos, mortes de recém-nascidos e suas mães, cirurgias
erradas, preconceito. Em minhas pesquisas achei um hospital que a maioria dos frequentadores
do Colégio Concórdia conhecem – por ser relativamente próximo- o Hospital Campo
Limpo, não é um excelentíssimo hospital, muito menos um ótimo hospital quem
dera se fosse bom ou razoável. Foi neste hospital em que um médico e um
enfermeiro estriparam uma grávida, foi neste hospital em que morreu um bebê,
foi neste hospital em tiveram nojo de atender um homossexual.
Os médicos são pessoas que trabalham para a
população, não importa se o hospital é público ou particular, são pessoas que
estão na situação, são crianças, adultos, senhores, senhoras que necessitam de
um atendimento de qualidade.
Precisamos de bons médicos, médicos sujeitos a
atender qualquer camada da sociedade. Não estou desvalorizando nenhum médico
brasileiro, estou tentando passar uma mensagem: eu, Luana, futuramente quero
ser médica e fico constrangida em ver o que 0,0001% dos médicos conseguem gerar
de difamação sobre uma carreira que se dispõe em salvar vidas, uma carreira que
para muitos é um orgulho, um símbolo de respeito e conhecimento.