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Por Luana Ozawa
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| Vaticano, capital do catolicismo. Crédito da foto: Divulgação |
“Habemus papam”. Todos ouviram no rádio e vemos na TV
que foi feita uma votação para o novo papa, mas será que todos sabem como ela é
feita? Bom se você não sabe e tem na boca aquele gostinho de saber para ficar
por dentro confira a matéria!
Como é feita a eleição do papa?
O papa é eleito por um colégio de cardeais que se
reúne no Vaticano a portas fechadas. A assembléia para a escolha de um novo
pontífice se chama conclave. Após a morte do papa ou quando ele renúncia (raro),
todos os cardeais do mundo com menos de 80 anos devem viajar a Roma. Hoje
existem 135 "eleitores" nessa situação, seis deles brasileiros. Mas o
processo de escolha nem sempre foi tão restrito (e pacífico). Foi o papa
Nicolas II quem instituiu, em 1509, um decreto tornando a participação na
votação exclusiva aos cardeais. Antes disso, era o clero e o povo quem apontava
o representante máximo da Igreja Católica e as eleições costumavam ser bem mais
conturbadas.
Quando o novo pontífice é eleito, ele recebe um
nome especial para honrar uma tradição iniciada ainda com o primeiro líder da
Igreja Católica. Segundo a historiografia cristã, Jesus mudou o nome do
pescador Simão, um dos seus apóstolos, quando o escolheu para ser seu
representante na terra, dizendo o seguinte: "Tu és Pedro, e sobre esta
pedra edificarei minha igreja". Simão se tornou São Pedro e desde então
cada papa eleito indica o nome que lhe agrada. "A escolha do nome é
surpresa também para nós, cardeais", diz o cardeal brasileiro dom Paulo
Evaristo Arns, que participou dos conclaves que elegeram os papas João Paulo I
e João Paulo II, em 1978.
Votos de fé:Fumaça branca nos céus do Vaticano indica que um novo nome já foi
escolhido
1.
Quando o papa morre (ou renúncia), o camerlengo — cardeal que assume a igreja interinamente —
cumpre um ritual. Ele toca três vezes a testa do papa com um martelinho e o
chama pelo nome de batismo. Sem resposta, ele anuncia oficialmente o
falecimento;
2.
O conclave começa 18 dias após a morte do papa, tempo necessário para que os
cardeais de todo o mundo cheguem a Roma. Eles se reúnem num edifício ao lado da
Basílica de São Pedro e recebem um livro contendo parte da vida e da obra de
cada um dos cardeais presentes ao conclave — todos candidatos a ser o novo papa;
3.
A eleição é na Capela Sistina, famosa pelas pinturas do genial Michelangelo
(1475-1564). Cada cardeal indica o colega que quer como papa e põe o voto
(secreto) num cálice. É difícil algum nome receber logo as indicações
necessárias: dois terços mais um voto. Por isso, ocorrem várias votações, duas
por dia, até surgirem candidatos fortes que consigam atrair cada vez mais apoio;
4.
No fim de cada rodada, os votos são contados e queimados. Se nenhum cardeal
atingiu os dois terços, os votos são queimados com um produto químico que gera
uma fumaça negra que sai da capela. Se a votação indicou um novo papa, os votos
são queimados com um produto que torna a fumaça branca;
5.
Quando um cardeal atinge dois terços mais um dos votos (ou a maioria simples
após 30 votações), o camerlengo pergunta ao vitorioso se ele aceita ser papa e
qual nome deseja usar. Depois, o camerlengo vai ao balcão de pregações na
Basílica de São Pedro e diz a famosa frase: Habemus papam, ou seja, "temos
um papa".
